Ghost in the Shell
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Proposta
4.3Nota do Filme

Os animes e mangás sempre tiveram um papel fundamental na formação da cultura pop. Muitas dessas obras japonesas são extremamente filosóficas e possuem um significado amplo nas histórias que contam. Observando mais uma oportunidade de blockbuster, dessa vez Hollywood nos traz a adaptação do anime Ghost in the Shell no comando do diretor Rupert Sanders (Branca de Neve e o Caçador).

A vigilante do amanhã

O filme se passa em um futuro utópico onde a biotecnologia está extremamente avançada, possibilitando que a maioria dos seres humanos possuam partes corpóreas tecnológicas. Nesse cenário encontra-se Major Mira Killian (Scarlett Johansson), que teve seu cérebro transplantado a um corpo cibernético pela Hanka Corporation. Sendo o maior bem da empresa, Major é inserida no departamento de polícia, combatendo o crime sob comando de Aramaki (Takeshi Kitano) e ao lado de seu parceiro Batou (Pilou Asbaek).

Major

Em meio a uma investigação Major começa a perceber falhas em sua programação, tendo vislumbres de um passado que ela desconhece. Questionando todos que a cercam, a policial parte para uma busca frenética por respostas, repleta de muita ação e reviravolta.

Uma boa visão sobre o futuro

Visualmente o filme é incrível. Poucas produções se importam tanto com detalhes quanto Ghost in the Shell. Conseguimos perceber ao longo da trama que todo design e padrão de construção da cidade foram desenvolvidos especialmente para representar o futuro existente no anime. Somos apresentados a cenas cheias de hologramas e cores vivas.

Major observando a cidade

Outro ponto interessante, deixado passar por grande parte da crítica, é a composição musical. Certamente a escolha de efeitos sonoros e melodias foi muito bem escolhida para representar o futuro, que acompanham de forma síncrona as cenas de luta da vigilante. Podemos ouvir uma mistura de música eletrônica com algo que ainda virá no futuro talvez.

Algumas escolhas erradas

Embora a história seja muito interessante abordando temas complexos como controle mental e dúvidas sobre personalidade, com constantes referências a Matrix, o filme fraqueja um pouco nas cenas de luta. Existe uma preocupação contínua em deixar todos os movimentos lentos, com o objetivo de que o público consiga acompanhar a luta sem perder nenhum detalhe. Porém, isso cansa. Em uma época em que temos filmes da franquia John Wick não existe mais a necessidade de enfeitar as cenas de ação. O simples sempre funciona, mesmo tratando-se de uma adaptação futurística.

Novas possibilidades

A partir da excelente atuação de Scarlett Johansson e a boa trama construída com a Hanka Corporation, Ghost in the Shell é uma adaptação digna do anima na qual se baseia. Com uma história policial empolgante e uma construção futurística espetacular, o filme abre portas para novas adaptações de anime, podendo ser o estímulo que faltava para novas produções acontecerem.