Guardiões da Galáxia Vol.2
Roteiro
Atuações
Proposta
5.0Nota do Filme

O que torna um filme bom? São as surpresas…? Aventura…? Ou a empatia que desenvolvemos pelos personagens na telona? Bom, talvez não exista uma resposta exata, até porque cada pessoa possui um gosto cinematográfico em particular. Mas tive uma certeza ao assistir Guardiões da Galáxia Vol.2, a de que não existem mais limites para os heróis no cinema.

Cor, música e ação

Depois do primeiro Guardiões da Galáxia ter sido uma enorme surpresa positiva entre o público em geral o diretor da franquia, James Gunn, pode fazer literalmente o que ele bem entendesse. E que bom isso ter acontecido! Em seu Vol.2 a equipe de heróis galácticos se envolve em uma trama de perseguição e relações familiares, mais especificamente entre Peter Quill (Chris Pratt) e seu misterioso Pai Ego (Kurt Russel).

James Gunn encontrou um ponto de equilíbrio entre o que havia dado certo no primeiro filme com um tom de maturidade para essa nova sequência, além da falta de vergonha de tentar coisas novas. Temos piadas excelentes, algumas pesadas inclusive, e um festival de criaturas visualmente incríveis que ajudam a solidificar ainda mais o universo cósmico da Marvel nos cinemas. E o que falar da trilha sonora? Não existe nenhuma letra sem relação com a cena apresentada e conseguimos perceber que tudo foi muito bem planejado para mergulharmos de vez no clima do filme.

Personagens incríveis

Além de diversos easter eggs e referências a cultura POP dos anos 80, o Vol.2 nos mostra os atrapalhados guardiões como uma família. E mais do que isso, o quanto cada um está disposto a lutar pelo outro. A relação entre Rocket e Groot nos rende boas risadas, enquanto Peter e Gamora mostram que possuem sentimentos não resolvidos entre si. Yondu vive uma dúvida pessoal entre se aproximar de Peter ou continuar sendo o rígido capitão dos Ravagers.

Guardiões em ação

Dentre todos os personagens a surpresa da vez foram Drax e Mantis, que em meio a um show de sinceridade fizeram o público cair nas gargalhadas por incontáveis vezes. Além disso, o personagem Ego incorporado por Kurt Russel é complexo e bem desenvolvido, facilitando o envolvimento e narrativa com Peter.

Roteiro simples, mas eficiente

O roteiro do Vol.2 é bem simples, mas por um motivo: é uma história de família, e por mais “cósmico” que o filme seja isso não significa que bons diálogos ou momentos de tensão sejam desenvolvidos de modo prático. Mas não se preocupe! Reviravoltas acontecem e podemos ver tudo o que já foi visto no primeiro filme numa qualidade mais madura e heroica.

Eu poderia muito bem procurar problemas no filme para descontar alguns pontos em sua nota final, como quase todos os críticos fazem, mas não seria justo. O grupo de heróis mais atrapalhados do universo me possibilitou uma sensação única na sala de cinema, a de que a vida se torna mais alegre com música, cores e boas risadas. E claro, sem deixar de lado o que um herói deve representar: esperança.