Punho de Ferro - 1° Temporada
Enredo
Personagens
Resolução
1.9Nota da 1º Temporada

A parceria entre Marvel e Netflix tem nos trazido bons resultados nos últimos anos, contando boas história de heróis problemáticos antagonizando com vilões bem construídos. Assim como nos cinemas, as séries Marvel Netflix estão caminhando rumo a algo maior, que nesse caso é a formação dos Defensores. Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage já deram sua demonstração de talento ao público geral. Chegou a hora do Punho de Ferro completar a equipe de heróis nova iorquinos e mostrar para que veio, ou melhor, tentar.

O Batman na Marvel

Daniel Rand (Finn Jones) aparece em Nova Iorque depois de quinze anos após sofrer um acidente de avião no Himalaia que custou a vida de seus pais. Decidido a retomar seu posto na empresa bilionária deixada por sua família, agora administrada por seus amigos de infância Joy (Jessica Stroup) e Ward Meachum (Tom Pelphrey), Danny precisa provar que não é uma fraude após todos acharem que ele tinha morrido junto com seus pais. Ele conta que foi salvo por monges da cidade mística de K’un-Lun, uma das Sete Capitais do Céu, onde aprendeu Kung Fu e a canalizar seu chi, se tornando o imortal Punho de Ferro.

Punho de Ferro em ação

A premissa inicial da série é muito boa e semelhante as origens do herói nas HQ’s. Contudo, ao passar os primeiros dois episódios acabamos notando semelhanças com o primeiro ato de Batman Begins (2005), o que nos deixa claro a falta de criatividade por parte dos roteiristas que poderiam ter explorado muito melhor o lado místico do herói na cidade de K’un-Lun.

Uma novela com superpoderes

Apesar de ter sido muito bem explorada a relação de Danny com as empresas Rand e seus amigos de infância, chega uma hora que cansamos das repetições. Na metade da série achei que estivesse assistindo a uma das novelas da Globo, devido aos diálogos repetidos e falta de engajamento entre os personagens. Faça um teste, conte quantas vezes o protagonista disse a frase: “Eu sou Danny Rand”. Além disso, arriscaria dizer que setenta por cento da série se passa dentro do Edifico Rand, o que leva ao questionamento, onde está o misticismo do herói?

A Netflix teve sua primeira oportunidade de apresentar um conteúdo diferente dos seus outros heróis, que devido a suas características particulares são mais “humanizados”. Com Punho de Ferro era a chance de mudar. Eu estava ansioso para ver cenas de lutas épicas e impossíveis com lutadores de Kung Fu voando ou algo parecido, mas fomos presenteados apenas com o “brilho” dos punhos de Danny, que cai entre nós nem é grande coisa.

O elenco é competente

Apesar dos diversos problemas apresentados pela série, o elenco de Punho de Ferro é muito bom. Finn Jones no papel do herói está muito bem, mostrando classe ao realizar movimentos de Kung Fu e ao conjurar seu chi. A relação dele com seu interesse amoroso, Colleen Wing (Jessica Henwick), não é enjoado e rende boas cenas de ação.

Falta um vilão

Embora Danny enfrente seus problemas familiares e empresarias falta uma personificação do mau para antagonizar o herói, como Rei o Crime ou Kilgrave. Apesar do Punho de Ferro perseguir o Tentáculo, já vimos isso em proporções melhores na segunda temporada de Demolidor.

Com problemas de roteiro e cenas de luta superficiais Punho de Ferro não é uma grande série de super-herói, estando muito abaixo do padrão de seus antecessores. Entretanto, o bom elenco da série mostra que a história tem potencial de sobra para ser desenvolvida.