The O.A
Enredo
Personagens
Resolução
3.9Nota da 1ª Temporada

Depois de Stranger Things (2016) ter sido um sucesso entre público e críticos, a Netflix pode literalmente fazer o que quiser quando o assunto é produção original.  A combinação de sucesso entre nostalgia e ficção científica tornou a série uma das mais amadas dos últimos anos. Tendo descoberto uma possível fórmula de sucesso, o serviço de streaming fez suas apostas em The OA, nova série de ficção e drama criada por Zal Batmanglij e Brit Marling.

The OA

Prairie Johnson é uma garota cega que desapareceu de repente. Depois de sete anos ela retorna com sua visão totalmente recuperada, além de estranhas cicatrizes pelo corpo. Tentando explicar aos seus pais o que aconteceu durante esses sete anos, Prairie diz que nunca se foi, e sim que estava em outro plano da existência. A garota agora chamava-se The OA. Depois de sua misteriosa volta, Prairie reúne um grupo de cinco seguidores com características em comum para quem ela contará toda sua difícil história de infância e o ocorrido nesses sete anos de desaparecimento.

Ficção e suspense

Os três primeiros episódios da série realmente empolgam. Elementos da máfia russa estão presentes na história de infância da protagonista, além da constante reflexão sobre como superar os próprios medos. Além disso, a primeira temporada se sustenta na experiência de vida pós morte e como as pessoas são afetadas por esse evento.

A forma como a narrativa se comporta é muito interessante. A série intercala eventos atuais com os da infância de Prairie e você acaba tendo a sensação de que a história esteja sendo contada diretamente para você. Dessa maneira, ficamos motivados e curiosos a descobrir o que aconteceu realmente com a menina cega.

De modo geral, a atuação do elenco principal é muito boa. Brit Marling como Prairie Johnson consegue transmitir facilmente a sensação de medo e agonia que sustenta a personagem ao longo dos episódios. Os cinco seguidores de The OA também possuem características bem interessantes, que vão desde uso de drogas a violência compulsiva.

OA e os 5 seguidores

Ainda falta algo…

The OA é uma boa série, e com certeza está entre uma das melhores já produzidas pela Netflix. Entretanto, a medida que os primeiros episódios se vão temos a sensação de que estamos assistindo mais do mesmo, somente para totalizar a temporada com 8 episódios. Outro problema de The OA é a complexidade o tema abordado. Muitos assuntos não são explicados no desenrolar da narrativa, o que provavelmente podem vir a ser ganchos para uma segunda e terceira temporada.

Podemos perceber também algumas semelhanças claras com Stranger Things. Uma protagonista feminina que busca encontrar respostas sobre quem realmente é o que pode fazer. A maneira como é trabalhada a ficção também se assemelha. The OA não se contém em ficar apenas na suposição e, acaba mostrando de modo visual e até psicodélico o “universo pós morte”.

Para os que possuem mente aberta e gostam de uma boa ficção, The OA é um prato cheio. Mesmo apresentando alguns claros problemas na narrativa a série traz um bom conteúdo sobre um dos temas mais questionados pela humanidade. Existe realmente vida após a morte?